QUE O POEMA NASÇA LIVRE
Que o poema nasça livre
das algemas
dos versos
e do cárcere
das formas.
Que o poema
nasça livre
como uma
águia voando
ao sabor da
liberdade.
Que o poema
nasça livre
de todas
formas e regras,
mas com
essência poética.
Que o poema
nasça livre
como a canção
do vento
que canta
onde e como quer.
Que o poema
nasça livre
até mesmo,
sim, até mesmo
de cacoetes
modernistas.
Que o poema
nasça livre
de estilos
bitolados
de escolas literárias.
Que o poema
nasça livre
até mesmo num
soneto
rimado e
metrificado.
Que o poema
nasça livre
de alianças
políticas,
mas seja a alma
do povo.
E não um desmiolado,
sem nexo, sem
compromisso,
sem nenhuma
poesia.
Que o poema
nasça livre,
livre,
livre, até mesmo
da “Semana
de 22”.
Que o poema
nasça livre.
Corrigí-lo? Deus me livre!
Senão não nasceria livre.
ANTONIO
COSTTA
27/06/2012.

- O GRITO DO SILÊNCIO
- Às vezes desejo gritar
com toda a força de meus pulmões!...
Mas logo analiso a situação
e vejo que meu silêncio falará mais alto.
Antonio Costta.
- A POESIA DO SILÊNCIO
às vezes é melhor
a poesia do silêncio
do que a eloquência vã
do que a eloquência vã