sábado, 16 de julho de 2011

TRIBUTO AO POETA JORGE MONTENEGRO


Mesmo sem ter publicado,
Sem ter um livro si quer,
Mas já está consagrado
O gran poeta Elamer!

Pseudônimo do Jorge,
Sobrenome: Montenegro;
Monte de rimas, de versos,
Que não tem nada de negro.

Tem muita luz, muito brilho!
E nunca sai de seu trilho
Num trem de carga a vapor...

Levando matérias primas,
Mil toneladas de rimas
De puros versos de amor!

ANTONIO COSTTA

segunda-feira, 4 de julho de 2011

UM POETA


Eu vesti roupa de versos,
Calcei sapatos de rimas,
mas não quero esses sapatos!
Cadê minhas botinas?

Pego versos com a mão,
piso versos no chão;
Pois tem versos submersos
e tem versos no avião!

Tem versos fazendo gol
no campo de futebol,
tem versos pegando peixes
no açúde com um azol!

Tem versos por todo lado,
Já estou encabulado!
Pois vejo versos aos molhos...
Ou será poesia nos olhos?

ANTONIO COSTTA
(Poema escrito em 1999)

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

PINTANDO POESIA


Vos digo que sou poeta,

Vos digo que sou pintor;

Minha poesia na tela

Pintada com muito amor.


Vos digo que sou poeta,

Vos digo que sou pintor;

Vou pintando uma aquarela

Nos versos do trovador.


Uso tintas e palavras,

Ao pensamento dou asas,

Estilo, forma e cor...


A emoção me completa

Nos versos de um poeta,

Na tela do sonhador!


ANTONIO COSTTA

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

VOANDO SEM ASAS




"Lutar com palavras/ é a luta mais vã
entretanto lutamos/ mal rompe a manhã!"

(Carlos Drummond de Andrade)


Depois de um dia de luta,
De me furar nos espinhos,
De querer ficar sozinho
Numa casa ou numa gruta.

Pois que adianta a labuta,
Esse sofrer sem ter dó,
Verter lágrima, suor,
Por um verso que me insulta?

Se o poema se cala,
Se já não tenho uma bala
Para caçar as palavras...

Quer no calor, quer no frio,
Não sei se choro, se rio,
Se vou voando sem asas!


ANTONIO COSTTA